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Palermas

Segunda-feira, 08.04.19

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                                                                          (in Facebook)

Este país está cheio de governantes palermas. Cheio deles.

Mas “palerma” significa “estúpido”?

Fui ver e do que li gostei dos termos “panhonha”, “pateta”. Ou seja, quando se utiliza o adjectivo “palerma” (o que ocorre ao espírito com uma frequência assustadora) ao assistir a debates parlamentares ou a certas comissões de inquérito (como a do revisor oficial de contas da CGD que revelou ser simplesmente estúpido) não se quer dizer “estúpido”, embora possa ser uma designação aplicável de acordo com o que consta nalguns dicionários (*).

O país não sofre de governantes estúpidos mas “simplesmente” à frente dos nosso destinos estão, salvo honrosas excepções, “panhonhas” e “patetas”, podendo ser “inteligentes” ou “espertos” com estranhas, demasiado próximas e numerosas ligações familiares.

Os palermas são animais que passaram a ser endémicos neste país, como, por exemplo, é o caso dos pombos que no passado eram poucos e muito queridos e hoje são “endémicos”, uma praga.

Que saudades que eu tenho das joaninhas, dos pirilampos, dos grilos, das borboletas, dos burros!

Eram “endémicos” do meu tempo da juventude, embora os burros (“chicos espertos” como se dizia no meu tempo de tropa) ainda andem por aí mas com outras roupagens.

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(*) - “Palerma”: pessoa que é pouco inteligente, estúpido, idiota, imbecil, lerdo, papalvo, parvo, tolo, tonto, panhonha, pateta. Sinónimo Geral: panhonha, pateta.

 

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publicado por alea às 19:57