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Os descendentes de D.João VI e D. Duarte Pio

Terça-feira, 15.07.14
 
 

D.Duarte Pio é considerado o legítimo pretendente ao trono de Portugal. Mas, será assim? Ele é descendente de D. Miguel I e os reis que seguiram este eram descendentres de seu irmão D. Pedro IV:

 Pelo “Pacto de Dover”, de 30 de Janeiro de 1912, realizou-se um acordo entre o Rei D. Manuel II e o seu primo (em 4º grau) D. Miguel de Bragança (filho do rei D. Miguel, jurado rei em cortes e que rei foi até ao seu banimento em resultado da sua derrota na guerra civil com os partidários da sua sobrinha D. Maria) pelo qual este último reconhecia D. Manuel II como legítimo rei de Portugal.

 Em contrapartida, o monarca português garantia que, no caso de falecer sem descendentes válidos para lhe sucederem nos seus direitos, a sucessão na chefia da Casa de Bragança e da casa real portuguesa passaria para o filho de D. Miguel de Bragança, D. Duarte Nuno (pai do actual pretendente D. Duarte Pio).

 

Sem aquele alegado pacto, o legítimo pretendente ao trono de um Portugal monárquico seria, julgo, Miguel neto do rei Carol I da Roménia e considerado em 1955 pelos tribunais portugueses como filho legítimo de Carol II e, portanto, legítimo sucessor de D. Maria Antónia, filha de D. Maria II e neta de D. Pedro IV.

“Os restos mortais do rei Carol II da Roménia deixam hoje o Panteão da Casa de Bragança, em Lisboa, meio século depois da fuga do monarca para Portugal onde acabou por morrer. A trasladação dos restos mortais do rei (…) sepultados no Mosteiro de S. Vicente de Fora, decorreu durante a manhã com uma cerimónia religiosa ortodoxa.

Apesar de ter sido uma das figuras mais polémicas de sempre na Roménia, devido à sua acção política e a uma vida pessoal conturbada por três casamentos, Carol II foi admirado em Portugal, acabando por morrer no Estoril em 1953, aos 59 anos. A cerimónia de encomendação reunirá os descendentes do primeiro casamento do rei Carol II (...) e os do segundo matrimónio, desde sempre considerados os sucessores de direito.
(…) Das segundas núpcias do rei Carol II, com a princesa Helena da Grécia, em 1921, nasceu o filho Miguel, (...) que, apesar da fria relação que manteve com o pai, aceitou a trasladação dos restos mortais, mas não vai comparecer na cerimónia. (…)”.
(Público de 13/02/2003).

 

Tudo terá sido sucessoriamente indiscutível? Os monárquicos que respondam.

 

 

 

 

 

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publicado por alea às 18:20


1 comentário

De José Valdez a 10.06.2018 às 15:13

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