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Os bandalhos na política

Quarta-feira, 02.11.16

(Bandalheira: pouca vergonha; desrespeito de regras, leis, princípios; desregramento moral).

 

Porcos.jpg

No passado recente e ainda quase hoje, a falta de ética e de vergonha têm marcado a vida política portuguesa na qual cada vez mais se acentua a ausência de decência e o não faças o que digo e faz o que fiz.

Verdade verdadinha, não é de hoje, e até admito, para meu desconforto, que é fenómeno colado à prática do “regime democrático” (designação utilizada a torto e a direito nas altas esferas partidárias e governativas).

Tudo começa nos “jotinhas” que, não querendo perder tempo na seriedade dos estudos para obtenção de emprego honroso, frequentam as “universidades de verão” partidárias e são jovialmente lacaios das cliques do poder para um ganho fácil, rápido e vergonhoso.

Um licenciamento para quê? Dá tanto trabalho. É obrigatório em concurso público? Então por que não inventar, aldrabar, confiando na displicência de avaliadores de 3ª linha que talvez sejam como eles? Ninguém se importa, ninguém vai saber.

Vamos a isso: ele é licenciado pela Escola Superior das Relvas de Cima (verdade, verdade), engenheiro de línguas técnicas (verdade, verdade), mestre por correspondência em recursos hídricos pela Universidade do Colorado (verdade, verdade), é aquilo que lhe convier ser e que se lixem e os verdadeiros licenciados, engenheiros e mestres.

E, depois, na casa das bestas do lado que ele insulta em debates políticos e abraça em privado, fazem exactissimamente o mesmo e, por isso, não haverá sérias investigações para os efeitos previstos na Lei mas apenas muito barulho. Além disso, as funções para que ele foi nomeado e que jurou desempenhar com lealdade ficarão na sua folha de serviços, o que no futuro poderá ser muito útil quando o tempo apagar quase tudo.

Ele sempre lutou pelo interesse público. É talvez um imbecil ou um pinoquiano narcisista ou um beberolas perdido no Sahara ou um “galpiano sem- querer” mergulhado na ignorância dos conflitos de interesses ou um carinhoso defensor de refugiados ou olheiro do futebol germânico. E “óspois”? Pensa ter carisma e ser um líder. Ele até foi primeiro ministro, líder partidário, ministro, secretário de estado, chefe de gabinete!

Mas, para mim, o que mais me preocupa é a falta de caracter resultado de uma total ausência de educação. É a falta de ética que eles não sabem o que é.

Os outros, os sérios, para além de imbecis, são uma cambada de invejosos. Umas bestas.

Prisioneiro.jpg

 

                                                      

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publicado por alea às 19:39






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