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O umbigo do mundo.

Sexta-feira, 12.04.19

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Acham eles. Com uma certa razão.

Potência imperial (como Portugal, tenhamos orgulho nisso! Em África e  na Ásia criámos, como nenhum outro país, um Império cujas pegadas ainda perduram passados mais de 500 anos, por exemplo na Malásia).

Reino Unido potência imperial, nomeadamente, com a Índia, a Austrália e o Canadá como seus “descendentes”. Detentora na EU, juntamente com a França, da arma nuclear, dona da língua que é hoje o que o latim era na idade média e o francês no século XIX e a única nação europeia não continental. Mas com uma insularidade que desejam preservar. Porque não, desde que não seja à custa de nós continentais e aí é que a porca torce o rabo.

Faz dó assistir aos debates do parlamento britânico sobre o Brexit.

O que se vai seguir? Ninguém sabe, mas o que é claro é que uma saída não organizada da EU será péssimo para o Reino Unido (unido até quando?) e para uma Europa que atravessa uma das suas piores crises políticas.

Querem uma união aduaneira (pudera!) mas com a limitação da circulação de estrangeiros no seu território, o que se compreende pela impressionante invasão de Londres por naturais da África e da Ásia, só comparável com o que se passa em Marselha e em alguns bairros de Paris e de Bruxelas.

Assim surge a “alergia” britânica à imigração que marca o dia-a-dia no território inglês. Querem, dizem alguns dos seus responsáveis, limitá-la a mão de obra qualificada.

O acordo conseguido com a EU (que a UE pretendeu criar como vacina contra futuras pretensões a saídas) é, dizem os especialistas, muito mau e só assim se percebe uma sistemática rejeição pelos parlamentares britânicos de todos os partidos.

A questão de uma saída da EU sem fronteira física e sem acordo comercial com a Irlanda do Norte (que votou por uma permanência com mais de 60% de votos) é a quadratura do círculo. Uma solução para este problema não é clara e, muito menos, imediata passados que são dois anos de negociações. A não ser com uma união aduaneira com a UE.

O Reino Unido vai saír da UE, como cerca e 52% dos britânicos decidiram em referendo, mas a solução parece ser a de não saír! Um problema político sem solução ou com uma solução que será um mau negócio para uma das partes.

Um 2º referendo? Para ratificação de um acordo de saída? Porque não? Para “corrigir” o resultado do 1º referendo? Nunca, não se pode dar a volta à roleta de graça até saír o número em que se apostou.

O umbigo (que passou a simples a importante apêndice) está desnorteado e dividido e a Europa não precisava de mais esta doença.

A EU será o quê em Outubro, em Novembro? Ninguém sabe.

Cada vez “gosto” mais dos profissionais da política.

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publicado por alea às 15:23