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Na nuvem do acaso

Quase nada de um pouco de tudo.



Segunda-feira, 10.12.18

Frexit

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“Macron não duras até ao Natal”, “Macron Démission”, são escritos nas paredes de monumentos em Paris.

Macron, no seu discurso ao país de 10 de Dezembro, declarou  considerar inaceitável o comportamento dos “amarelos” cuja violência condenou mas reconheceu as razões das manifestações que considerou justificadas...

Pode dizer-se que Macron, não tendo feito concessões de natureza política (demissão do governo, eleições antecipadas, alteração da Constituição), aceitou a grande maioria das reivindicações financeiras dos coletes amarelos (preço dos combustíveis, salário mínimo, pensões, impostos).

No entanto, mau grado as cedências feitas, as manifestações, ainda que com menos “coletes amarelos”, vão continuar e não se limitarão a Paris. Afectarão as grandes cidades, como Bordéus e Toulouse e, também, as mais pequenas e a província porque traduzem o grande apoio (mais de 80%) da população a uma revolta (porque é de revolta que se trata) própria da violência francesa.

Revolta pela arrogância de Macron (hoje com uma popularidade inferior a 25%), pelo beneficio das grandes empresas com desprezo pelos sindicatos, pelo empobrecimento da classe média, pela desigualdade fiscal entre pobres e ricos que são considerados os protegidos de Macron (“se não partíssemos e não incendiássemos não nos dariam ouvidos”).

As manifestações são uma violenta contestação à política em geral e beneficiam politicamente os extremos, nomeadamente o partido antieuropeu do clã Le Pen.

O partido socialista e a esquerda moderada poderão apresentar uma moção de censura mas enganam-se os que julgam que contam com a simpatia dos revoltosos.

Se houvesse hoje em França eleições não seria surpreendente a apresentação de um programa eleitoral que incluísse uma proposta de saída da França da União Europeia. Um “Frexit”.

O panorama político na Itália, no Reino Unido, na Hungria, na Holanda, na Suécia, na Austria e…na Andaluzia, parece traduzir um esboroamento do chamado sonho europeu.

O futuro próximo dirá.

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por alea às 21:01



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