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Isto não é um país é um sítio.

Terça-feira, 21.05.19

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Muito se tem falado e escrito sobre a atitude do Sr. José Berardo (Joe) na Comissão Parlamentar de Inquérito da Assembleia da República sobre a questão das suas dívidas à banca, nomeadamente à Caixa Geral de Depósitos.

Mas quem é Joe?

É madeirense, nasceu no Funchal em 1944 de família humilde.

Teve que emigrar muito novo para a África do Sul, em Joanesburgo. Aí começou uma carreira a qual, graças à sua ambição e trabalho, o conduziu a negócios financeiramente relevantes nos mais diversos domínios.

Ganhou muito dinheiro.

Agraciado, em 1985, com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique (a categoria mais baixa da Ordem) pelo Presidente Ramalho Eanes, recebeu em 2004 do Presidente Jorge Sampaio a Grã Cruz dessa mesma Ordem (a categoria mais elevada). É, ainda, Cavaleiro da Ordem Nacional da Legião de Honra, a condecoração mais importante da República Francesa instituída por Napoleão Bonaparte.

Condecorações não lhe faltam mas à banca faltam 1.000 (mil) milhões de euros que ele deve à CGD, ao BCP e ao Novo Banco.

Para a banca, ele era, segundo a afirmação de um dos seus gestores responsáveis “um cliente especial à margem das regras”.

Mas, o que deveria incomodar mais o cidadão e suscitar o interesse dos jornalistas não é ele ser um palhaço, é haver uma cambada de outros devedores a quem a Justiça nada ou muito pouco faz.

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Por exemplo: Zeinaldo Bava (condecorado com a Ordem do Comércio Comercial), Armando Vara (preso com a Ordem do Infante), Camilo Mortágua (assaltante de bancos e Oficial da Ordem da Liberdade), Nuno Vasconcelos (gestor de sociedades falidas e com uma dívida de 23 milhões de euros ao BCP), Paulo Portas (tendo às costas o muito duvidoso negócio dos submarinos), Oliveira e Costa (banqueiro preso que levou à ruína o BCP), João Rendeiro (banqueiro livre que esteve na base da falência do BPP), Manuel Fino (empresário devedor de 20 milhões de euros ao BCP), Dias Loureiro (espertalhão “desaparecido em combate” pelo muito que sabe), Henrique Granadeiro (cúmplice de José Pinto de Sousa - também conhecido como engenheiro de inglês técnico e filósofo da escola socrática - na ruína da PT).

E nas ruinosas Parcerias Público Privadas?

Teixeira dos Santos (ex-ministro das Finanças, Mário Lino (ex-ministro das Obras Públicas), António Mendonça (idem), Paulo Campos (ex-Secretário de Estado das Obras Públicas) e...?

Repete-se, o que deveria revoltar o cidadão é esta maltosa estar, na sua enorme maioria cá fora, e um desgraçado com fome ser preso, julgado e castigado por roubar num supermercado um pacote de batatas fritas. Os responsáveis pela Justiça deveriam ter vergonha de como esta funciona em Portugal.

Como diria Almada Negreiros “Isto não é um País é um sítio, ainda por cima mal frequentado.”

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publicado por alea às 16:31

Marcelo o Presidente "Papa Léguas" foi à China!

Quarta-feira, 15.05.19

Visita de Estado à China porquê? De acordo com o próprio, a China não é um aliado nem comunga dos mesmos interesses de Portugal na política internacional. Apenas é um país amigo, disse ele.

A China está a desenvolver uma estratégia própria, de poder económico, militar político. Quer voltar a ser potência imperial.

Xi-Jing Ping, o seu líder máximo, é o sucessor ideológico de Mao Tse Tung e os seus ideais são, confessadamente, antidemocráticos e antiocidentais. Em Portugal promoveu a compra de várias grandes empresas. Nas finanças, na energia, por exemplo.

O seu pai era amigo íntimo de Mao e, durante a Revolução Cultural, foi expulso do partido acusado de corrupção . O seu filho Xi foi exilado para o campo e o seu comportamento valeu-lhe o lugar que hoje ocupa. Não quiz vingar as malvadezas que fizeram ao pai, quiz demonstrar no dia-a-dia que era um leal seguidor de Mao e um obediente militante do Partido. Assim, chegou onde chegou.

A China é um enorme perigo para o Ocidente e nós, com Marcelo à frente, ignoramos essa realidade e e ele efectua incompreensíveis visitas de estado. Simples turismo com a desculpa de ir reforçar o interesse nacional. Ora, ora, pois, pois. 

Não resisto em republicar o meu blog de 2016. Aqui vai ele:

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" Muito recentemente uma figura do poder afirmou que o Presidente Marcelo não era nenhum Papa do Governo. Também eu acho que não e, por isso, o título deste meu escrito nada tem a ver com dominância política ou religiosa mas sim com apetite.

A acção do Presidente Marcelo, mantendo a característica de simpatia, ambição e populismo, está a revelar outra faceta.

Marcelo quer beijar mais do que o Paulinho e alarga o leque muito para além das feiras. Marcelo quer visitar e apertar a mão a figuras que marcaram e marcam a História contemporânea.

Se Mandela fosse vivo ele já teria ido à África do Sul e não entendo porque não vai à Índia abraçar o Dalai Lama que para lá teve de fugir quando da incorporação forçada do Tibete na R.P.da China. Seria um verdadeiro acto de defesa da liberdade e de apoio à democracia, contrariamente ao que se passou na sua visita a Cuba. Mas os interesses económicos parecem não o permitir.

A este ritmo vai bater Mário Soares em milhas, quilómetros, léguas ou voltas ao Mundo.

Quem paga este gosto? Marcelo sabe que não ficou esquecida a sua ida ao Euro em avião do estado, viagem que se apressou a pagar. Assim, será, mais uma vez, o contribuinte a pagar em nome dos superiores interesses da nação portuguesa. Interesses quais? Políticos? Económicos? Nada o permite afirmar, nem a História, nem a situação de Portugal no mundo actual.

As personagens visitadas e a visitar estão quase todas no ocaso da vida política, como é o caso do Papa Francisco, de Fidel de Castro e da raínha Isabel II e julgo que talvez por isso Marcelo tenha pressa, embora a pressa seja uma caracteística muito sua.

O caso do rei Mohamed VI de Marrocos foi para mim uma enorme surpresa nos domínios da História e da religião. O reinado deste descendente do profeta vai durar provavelmente muito tempo, como o do seu pai o rei Hassan (que Mário Soares também condecorou, o que só adensa o mistério da reincidência de Marcelo).

O que se passa em Marrocos nada tem a ver, bem pelo contrário, com liberdade ou democracia. Eliminadas estas duas hipóteses, o que levou o Presidente de Portugal a condecorar o rei de Marrocos com o Grande Colar da Ordem de Santiago da Espada? Ao peito de Mohamed ficou uma Cruz no lugar do Crescente!

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Afinidades históricas existem muitíssimas mas todas elas com o oficial carimbo da guerra e da permanente hostilidade “(...) Marrocos, série de praças fortes, escola de soldados, fonte de permanentes conflitos, esteril em proveitos (...)”. As conquistas são particularmente violentas com terríveis massacres da população. Ceuta, Alcácer Ceguer, Arzila, Tanger, Stª. Cruz do Cabo Guer (perdida em 1541 com a chacina dos portugueses), Safim, Azamor, Mazagão...Portugal ocupou militarmente Marrocos durante 354 anos, desde 1415 até 1769. A presença portuguesa nunca foi aceite, a guerra foi constante desde a conquista de Ceuta em 1415 até à saída de Mazagão em 1769, passando pelo desastre de Alcácer Quibir em 1580.

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Condecorar o representante máximo de um país que foi um dos maiores inimigos de Portugal é acto estranho que necessitaria, eventualmente, de uma pequena explicação. Condecorar um descendente do Profeta com uma cruz é quase insultuoso para ele e para a comunidade religiosa de que faz parte, ultrapassando neste domínio uma mera prenda de presunto pata negra.

Marcelo caiu de uma cadeira? Não.

Para quem o conhece, alia a inteligência à vaidade, a seriedade cultural ao discursivo jogo de cintura.

Marcelo que disse considerar-se um homem sensato, nunca o foi, ontem como candidato à C.M de Lisboa mergulhando no Tejo e, hoje, como máximo representante da diplomacia portuguesa.

Mohamed de Marrocos? Fidel de Castro? Meu Deus que mais irá acontecer e quantas mais léguas vai ele papar para satisfação da sua vaidade? "

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publicado por alea às 12:22

Calou-se !

Domingo, 12.05.19

Se, na presidência de Marcelo, há processo mais invulgar do que este, vou ali e já volto.

Calou-se. Calou-se como nunca o tinha feito.

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Quais comentários qual quê.

O assunto (dos professores) era difícil e muito delicado  e o homem não tendo qualquer alternativa da qual ressaltasse a imagem de homem super sabedor e sensato, calou-se. Ou melhor, decidiu ficar calado e atirar a bola para canto.

Mudo e quedo até hoje.

Como interpretar esta invulgar atitude por parte de quem adora “selfies”, beijocas e interferências dos mais variados tipos na esfera governamental e parlamentar?

Francamente sei: ele não é nenhum parvo e acima de tudo pensa em si e na sua imagem.

Quando as águas passarem (o que é diferente de “acalmarem”, porque mais calmas do que estão não o estarão) ele eventualmente poderá dizer num longínquo futuro: “como disse”…

Como é que esta personagem, presidente da República Portuguesa , tem, ou parece ter, o “amor” do votante de todos os quadrantes? Ele é, sem qualquer dúvida e na minha opinião, um enorme “engano”. Que engane votantes não me incomoda porque estes reagem com as entrevistas televisivas, com os artigos de opinião, com os cartazes (que no caso presente ainda não existem porque ele aguarda um sinal de lá de cima ou, de cá debaixo, de um “check-up” à sua saúde: estará bem, “aguentará” com a sua provecta idade e em todos os domínios? Circulatório, cardíaco, cerebral, etc?).

Espero que sim porque não lhe desejo mal.

Ele é apenas é o que é: inteligente, culto, vaidoso, mas mais nada.

Um desgosto para ele quando disso tiver consciência e uma desilusão para os votantes quando disso se aperceberem.

Acreditem em mim que o conheço muito bem.

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publicado por alea às 16:07

O umbigo do mundo.

Sexta-feira, 12.04.19

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Acham eles. Com uma certa razão.

Potência imperial (como Portugal, tenhamos orgulho nisso! Em África e  na Ásia criámos, como nenhum outro país, um Império cujas pegadas ainda perduram passados mais de 500 anos, por exemplo na Malásia).

Reino Unido potência imperial, nomeadamente, com a Índia, a Austrália e o Canadá como seus “descendentes”. Detentora na EU, juntamente com a França, da arma nuclear, dona da língua que é hoje o que o latim era na idade média e o francês no século XIX e a única nação europeia não continental. Mas com uma insularidade que desejam preservar. Porque não, desde que não seja à custa de nós continentais e aí é que a porca torce o rabo.

Faz dó assistir aos debates do parlamento britânico sobre o Brexit.

O que se vai seguir? Ninguém sabe, mas o que é claro é que uma saída não organizada da EU será péssimo para o Reino Unido (unido até quando?) e para uma Europa que atravessa uma das suas piores crises políticas.

Querem uma união aduaneira (pudera!) mas com a limitação da circulação de estrangeiros no seu território, o que se compreende pela impressionante invasão de Londres por naturais da África e da Ásia, só comparável com o que se passa em Marselha e em alguns bairros de Paris e de Bruxelas.

Assim surge a “alergia” britânica à imigração que marca o dia-a-dia no território inglês. Querem, dizem alguns dos seus responsáveis, limitá-la a mão de obra qualificada.

O acordo conseguido com a EU (que a UE pretendeu criar como vacina contra futuras pretensões a saídas) é, dizem os especialistas, muito mau e só assim se percebe uma sistemática rejeição pelos parlamentares britânicos de todos os partidos.

A questão de uma saída da EU sem fronteira física e sem acordo comercial com a Irlanda do Norte (que votou por uma permanência com mais de 60% de votos) é a quadratura do círculo. Uma solução para este problema não é clara e, muito menos, imediata passados que são dois anos de negociações. A não ser com uma união aduaneira com a UE.

O Reino Unido vai saír da UE, como cerca e 52% dos britânicos decidiram em referendo, mas a solução parece ser a de não saír! Um problema político sem solução ou com uma solução que será um mau negócio para uma das partes.

Um 2º referendo? Para ratificação de um acordo de saída? Porque não? Para “corrigir” o resultado do 1º referendo? Nunca, não se pode dar a volta à roleta de graça até saír o número em que se apostou.

O umbigo (que passou a simples a importante apêndice) está desnorteado e dividido e a Europa não precisava de mais esta doença.

A EU será o quê em Outubro, em Novembro? Ninguém sabe.

Cada vez “gosto” mais dos profissionais da política.

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publicado por alea às 15:23

Palermas

Segunda-feira, 08.04.19

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                                                                          (in Facebook)

Este país está cheio de governantes palermas. Cheio deles.

Mas “palerma” significa “estúpido”?

Fui ver e do que li gostei dos termos “panhonha”, “pateta”. Ou seja, quando se utiliza o adjectivo “palerma” (o que ocorre ao espírito com uma frequência assustadora) ao assistir a debates parlamentares ou a certas comissões de inquérito (como a do revisor oficial de contas da CGD que revelou ser simplesmente estúpido) não se quer dizer “estúpido”, embora possa ser uma designação aplicável de acordo com o que consta nalguns dicionários (*).

O país não sofre de governantes estúpidos mas “simplesmente” à frente dos nosso destinos estão, salvo honrosas excepções, “panhonhas” e “patetas”, podendo ser “inteligentes” ou “espertos” com estranhas, demasiado próximas e numerosas ligações familiares.

Os palermas são animais que passaram a ser endémicos neste país, como, por exemplo, é o caso dos pombos que no passado eram poucos e muito queridos e hoje são “endémicos”, uma praga.

Que saudades que eu tenho das joaninhas, dos pirilampos, dos grilos, das borboletas, dos burros!

Eram “endémicos” do meu tempo da juventude, embora os burros (“chicos espertos” como se dizia no meu tempo de tropa) ainda andem por aí mas com outras roupagens.

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(*) - “Palerma”: pessoa que é pouco inteligente, estúpido, idiota, imbecil, lerdo, papalvo, parvo, tolo, tonto, panhonha, pateta. Sinónimo Geral: panhonha, pateta.

 

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publicado por alea às 19:57

O Brexit e o Artigo 50.

Sábado, 30.03.19

A confusão reina no reino de Sua Magestade Britânica. A história “para lamentar” do Brexit deixou atónitos os seus espectadores.

A orgulhosa saudade do defunto império e do seu domínio mundial, a alergia a tudo o que seja continental, a recusa de aceitar o que lhe reduz um pingo de soberania (o que é compreensível) mas a simultânea exigência de beneficiar das vantagens comerciais (e outras) de uma integração na UE (o que não se pode aceitar), levou a um lamentável “divórcio” próprio de uma república das bananas.

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Depois de o 'Brexit' ter conquistado 51,9% dos votos no Referendo que teve uma taxa de participação de 72,2%, os eleitores britânicos decidiram que o Reino Unido sai da União Europeia.

O Tratado de Lisboa, assinado a 13 de dezembro 2007, prevê no seu Artigo 50, a possibilidade de qualquer Estado sair de forma voluntária e unilateral da União, negociando um acordo sobre o quadro das futuras relações desse Estado com a União.

O “fluxograma” do divórcio é o seguinte:

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O prazo previsto para a negociação de saída é de dois anos, a menos que o Conselho Europeu, com o acordo do Estado-membro em causa, decida, por unanimidade, prorrogar esse período.

No entanto, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, advertiu que será um processo moroso, estimando que poderia levar no total cerca de sete anos, já que tudo tem de ser revisto e renegociado, não apenas internamente, mas também na perspetiva dos acordos vigentes entre o Reino Unido e o resto do mundo, uma vez que todos os acordos comerciais internacionais (pelo menos 52) foram concluídos em nome da Europa.

(in DN de 24 Junho 2016)

 

 

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Piadas de mau gosto.

Quinta-feira, 14.03.19

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Acho piada ao Marcelo com as suas danças, beijocas, eteceteretal. Acho piada ao Costa com as suas traiçõeszecas, o seu malabarismo, o seu jeito para cataplanas gastronómicas e políticas. Acho graça a uma Cristina com voz própria de sirenes de alarme e risos histéricos. Acho graça a um ex-inspector da polícia judiciária presumível mandante de assaltos na zona de Cascais e em outras a sul do Tejo. Acho piada ao “escondido” património de Ricardo Salgado que, por incompetência e deshonestidade, enganou e arruinou milhares de cidadãos (não dorme, coitado). Acho piada à impossibilidade de afastar o Sr.Tomáz Correia da gestão do Montepio com a cumplicidade de um “milicioso” padreca presidente da AG. Acho piada a um incompetente Pedro Marques (ex-adjunto do incompetente ex-ministro Mário Lino), que defende um novo aeroporto no Montijo (que se revelará uma anormalidade e um êrro técnico e financeiro irreversível) e que teve um miserável mandato de governante, sendo, no entanto, o cabeça de lista do PS às eleições europeias. Acho piada que o lindo jardim de Belém, à frente do palácio presidencial, seja transformado num palco de greves de fome para chamar a atenção do PR, (foram os enfermeiros, agora são os agentes da PSP e amanhã?). Acho piada à importância avassaladora dada pelas estações televisivas ao futebol com catedráticos da bola e mestres do absolutamente nada. Acho piada que o dinheiro das dádivas populares de apoio à reconstrução do destruído pelos incêndios de Pedrógão Grande não tenha sido devidamente registado e que seja considerado desaparecido ou desviado para outros fins, com uma vergonhosa lavagem de mãos do governo.

Tudo piadas de muito mau gosto mas que, infelizmente, não passam de vergonhosas realidades.

O Brexit? Os mortíferos e invulgares acidentes aéreos da Boeing? A guerra sem fim na Síria? A situação política nos EUA? Os problemas na UE? A questão delicadíssima da presidência na Argélia? A corrupção que grassa em Portugal e que não poupa a política, os mais altos cargos empresariais, o sacrossanto futebol, a polícia e até a justiça. A verdadeira história da banca portuguesa (do BPN ao Montepio), com as enormes responsabilidades da acção da partidocracia portuguesa (de Sócrates a Costa), no seu escandaloso descalabro (que continua com um vergonhoso e cúmplice alheamento parlamentar)?

Tudo importantes e preocupantes questões mas para cujo conhecimento, para algumas, é necessário recorrer à informação de “lá de fora” onde quase tudo é debatido e transmitido regularmente e com naturalidade.

Somos Europa? Vou ali e já volto.

Tenho pena, muita pena, vergonha muita vergonha por quem governa, por quem rouba impunemente e com desfaçatez este desgraçado país, por quem imbecilmente promove a estupidez, a pinderiquice e a ignorância.

“Une merde”.

 

 

 

    

 

 

 

                                 

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publicado por alea às 15:55

Narcisismo político.

Sexta-feira, 01.02.19

São ambos narcisistas.

De acordo com as fábulas de La Fontaine, vão rebentar como rãs lisonjeadas ou vão deixar caír o queijo que têm trincado no bico.

“Maître corbeau sur son arbre perché havait dans son bec un fromage…”.

O queijo de um já caíu e o do outro, muito mais inteligente mas hipernarcisista como ele, irá, talvez e se Deus quiser (personagem que ele muito invoca), caír.

Mas caír a favor de quem? Não há ninguém nos horizontes de esquerda ou de direita que seja uma “ameaça presidencial”. Uma chatice eleitoral.

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Gostava muito que Marcelo Duarte Nuno levasse um valentíssimo pontapé no rabo, só que não há ninguém como alternativa! Ninguém o vê como ele realmente é. Só vêem as “selfies”, as beijocas. Só vêem o “presidente do povo” (como Sidónio, que o metia num chinelo académico, político, de coragem).

Índices estratosféricos de popularidade? Indiscutível, mas a “estratosfera”, lá muito em cima, não é a “atmosfera” daqui, a do dia-a-dia e do dia-a-dia que ele comenta.

Mete-se em tudo, tudo, mesmo onde não deve como maior magistrado da Nação.

Declarou que, eventualmente, não irá promulgar uma proposta de lei do governo sobre o Sistema Nacional de Saúde se esta não resultar de um acordo com os partidos da oposição. Será uma pressão sobre a AR?

Ele vai num TIR verificar as condições de trabalho dos motoristas que fazem as viagens Lisboa-Porto-Lisboa. A que propósito? Faz parte do poder executivo?

Ele tem a repentina vontade (vinda de Deus) de se recandidatar a um novo mandato se tiver saúde para isso, saúde divina e se não houver ninguém à sua altura para disputar o cargo. A que propósito Deus para além de uma assumida presunção?

A personagem acha que é o máximo, sendo apenas um muito bom (que, na minha opinião, não inspira confiança, o que poucos denunciam e muito poucos se apercebem).

As “selfies” e as beijocas são uma nebulosa e inteligente patranha.

O outro? O outro Sousa? O que se diz engenheiro?

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Uma besta, mas surgiu um outro juíz de seu nome Rosa que muito provavelmente vai eliminar, apagar, emails, conversas telefónicas, etc, enfim, um mundo de milhares e milhões de documentos acusatórios.

Resultado? Um “Uf, livrámo-nos desta” ou um “Que justiça é esta?" Ambas as reacções são expectáveis.

Mas este narcisista Sócrates nunca se livrará do labéu de “aldrabão corrupto.”

Nâo tenho pena dele, está riscado (por exclusiva culpa sua política e pessoal) dos contemporâneos homens de estado (mas há tantos passarões que por aí andam livres de suspeitas, como lindos passarinhos).

Também não tenho nenhuma pena do Marcelo Duarte Nuno porque tem o que o outro não tem, amigos/confrades poderosos, e porque ao seu narcisismo alia inteligência e objectivos políticos que não se compadecem com a vergonha.

Eles que o safem. Vão safá-lo.

Entre os dois, não tenho quaisquer dúvidas: o futuro safará Marcelo Duarte Nuno (que será reeleito mesmo que tenha declarado ainda como comentador televisivo ser contra dois mandatos sucessivos) e remeterá o Pinto de Sousa para o nada que ele é.

 

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publicado por alea às 16:43

Três importantes coitados

Segunda-feira, 28.01.19

A semana que passou teve três personagens complexadas, duvidosas. Todas com comportamentos reveladores de deficientes personalidades.

Começa na Assembleia da República e acaba na Presidência. No meio, uma personagem que da raça portuguesa nada tem (é tempo de utilizar, num claro e inequívoco contexto, palavras há muito ostracizadas, como “raça”, “pátria”, “negro”).

No início foi a reacção de António Costa na Assembleia da República a uma pergunta, correctamente colocada, sobre a acção policial nos acontecimentos no bairro da Jamaica. O mestre negociador, primeiro-ministro do governo de Portugal, protestou injustificadamente à pergunta que lhe foi feita e fez referência à cor da sua pele: “Está a olhar para mim, deve ser pela cor da minha pele que me pergunta se condeno ou não condeno a violência” (!).

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António Costa é de ascendência indiana e, dizem, da casta brâmane, a mais elevada, reservada a sacerdotes e letrados, nascidos da cabeça de Brahma criador do universo ou descendentes dos invasores arianos que povoaram a Índia por volta de 1600 a.C., reduzindo à escravidão a população nativa. É universalmente reconhecida a superior inteligência daquela raça. Assim, não se descortina razão para a destemperada reacção do António, excepto uma explosão de escondido complexo o que é uma tristeza.

No meio aparece uma estranha personagem de seu nome Mamadou Ba. Nasceu no Senegal em 1975.

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Muito próximo do Bloco de Esquerda é “activista” e dedica-se à luta pelos direitos humanos dos migrantes e das “minorias étnicas”. É licenciado em Língua e Cultura Portuguesa pela Universidade Cheikh Anta Diop de Dakar e titular de Curso de Tradutor pela Universidade de Lisboa.

A propósito dos incidentes no bairro da Jamaica, com distúrbios entre a polícia e população negra, declarou que “a polícia é uma bosta e não pode andar a pastar por aqui”. Linguagem reles, nada própria das funções e das habilitações da personagem. Claro que instrução (dizem que hoje há muita) é uma coisa e educação outra (que no antigamente havia). Aqui não houve educação.

Finalmente, o “mais alto magistrado da nação” (que um dia destes rebenta de vaidade como a rã da fábula), Marcelo Nuno Duarte.

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Afirmou este sábado 26 de Janeiro no Panamá que “…se Deus me der saúde e se eu achar que sou a melhor hipótese para Portugal (tenho) uma grande vontade de me recandidatar” mas que “…a minha decisão é só em meados de 2020”. O habitual “sei que disse o que disse que não disse”.

O homem, que eu conheci pessoalmente como rapaz muito inteligente mas já na altura muito convencido e com o jogo de cintura próprio das meias verdades, está na mesma. Não é de confiança. Tem um passado controverso em particular no seu relacionamento com o salazarismo e no serviço militar que não cumpriu. Era filho do ministro do Ultramar e livrou-se dessa obrigação, a que estava sujeita toda a juventude portuguesa, sem recurso ao que era habitual: a fuga/deserção, o exílio político. Porque é que este indesmentível facto nunca foi investigado ou denunciado como o foi a “traição” de Manuel Alegre?

https://escolapt.wordpress.com/2016/01/11/marcelo-foi-a-tropa/

Esta não investigada situação já foi em tempos denunciada por quem é hoje um oficial general e que na altura era um simples “capitão de Abril”.

Três (entre muitas outras) “vergonhas”.

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publicado por alea às 13:15

Vara dentro.

Sábado, 19.01.19

Finalmente, uma vara foi enfiada.

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Tadinho, um zero à esquerda e da esquerda a quem foram concedidos “canudos” e responsabilidades inconcebíveis em importantes empresas estatais. Finalmente, uma vara foi enfiada no pobre bancário que virou banqueiro.

A natureza do processo "Face Oculta" é de criminalidade económico-financeira, destacando-se os crimes de corrupção, fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais. Um desgaraçado, pobre, que tivesse roubado uma maçã num supermercado teria sido preso, imediatamente julgado e punido. O bancário Vara, da élite política, roubou milhares de euros e o trânsito em julgado levou onze anos. Onze.

O número de arguidos de 34 cidadãos e 2 empresas é elevado.

Todos os arguidos foram condenados, sendo que 11 foram condenados a cumprir penas de prisão efectivas.

- Início da investigação: Outubro de 2008.

- Início do julgamento: Novembro de 2011.

- Sentença de primeira instância: Setembro de 2014.

- Trânsito em julgado: Janeiro de 2019.

Daqui as seguintes conclusões:

- Diferença entre sentença e trânsito em julgado: 4 anos e 4 meses (os tribunais superiores demoraram esse mesmo período de 4 anos e 4 meses para analisar os recursos apresentados).

- Como noticiado, a maior parte dos arguidos recorreu para a Relação do Porto onde o processo esteve durante 2 anos e 7 meses.

Estes factos são, sem dúvida e por comparação com padrões “ocidentais”, mais um exemplo de uma Justiça lenta, o que é mau, péssimo e, imagine-se, uma preocupação constante dos nossos governantes, em particular do Presidente Marcelo que muito recentemente declarou, na cerimónia de abertura do Ano Judicial, que a justiça lenta não é Justiça.

Sr. Presidente Marcelo, é tempo de limpar as mãos à parede. Deixe-se de “selfies”, sorrisinhos, beijinhos e telefonemas para "pivots" femininas. Perceba o que é! É Presidente da República Portuguesa! Tenha a postura adequada à maior posição do Estado! Deixe-se de discursos muito aplaudidos. Use, de facto, a sua magistratura de influência mas com dignidade. O homem não se enxerga!! A continuar assim o futuro deste "presidente do povo" será um "programa da manhã"! (Vasco Pulido dixit). 

O ex-ministro Armando Vara, que foi condecorado em 2005 por Jorge Sampaio, vai perder a Ordem do Infante, por ter sido condenado a pena de prisão superior a 3 anos. Muitíssimo bem e é muito poucochinho.

Vara, foi, finalmente, “dentro”. Até que enfim. Faltam os outros que para vergonha do sistema democrático são muitos, demasiados.

“O rei vai nu” e ninguém, absolutamente ninguém, o veste!

Uma vergonha para o “sacro-santo” sistema democrático e para os métodos utilizados (legalmente!) pela advocacia nacional. Uma vergonhosa sucessão de recursos. Legal? Claro, mas uma tristeza. A advocacia é a garantia da justiça e não o seu adiamento e não a defesa do que é crime.

Compadrio? Corrupção? Provavelmente uma mistura “de merde”.

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publicado por alea às 16:50






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