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O automóvel mata a cidade.

Sexta-feira, 28.06.19

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O homem está a matar o planeta Terra.

São os plásticos, a desflorestação, a caça e a pesca de espécies animais em vias de extinção, a exploração não controlada das matérias prima, a poluição.

Tudo com o real alheamento das autoridades nacionais e mundiais. Que sim, que vão implementar medidas legais adequadas, garantem eles em conferências internacionais mas tudo fica na mesma.

O nível de CO2 na atmosfera aumenta com uma velocidade reconhecidamente catastrófica, o degelo já visível e comprovado das calotes nos dois polos da Terra atinge proporções alarmantes, a desertificação de largos territórios avança com o encolher de ombros de responsáveis, os violentos fenómenos atmosféricos ocorrem com inabitual frequência semeando morte e destruição posteriormente por eles lamentados.

Tudo, com a indiferença e complacência dos líderes mandantes. Porquê? Porque há interesses mais altos. Os do dinheiro, como é o caso dos estados ocidentais, e os do poder, como se passa com a China cujo objectivo é restabelecer um domínio à escala planetária económico e militar. Lá chegará no curto/médio prazo.

O predomínio da Europa já lá foi e o dos EUA para lá caminha.

E nas cidades europeias, o que acontece? A poluição que não é de hoje (recorde-se o “smog” britânico – smoke+fog – resultado do domínio da exploração do carvão associado a muito específicas condições climáticas) é hoje agravada pela tecnologia associada à energia de origem fóssil e à invasão incontrolável dos veículos automóveis.

O aumento da circulação automóvel é enorme e as suas consequências no ambiente é tal que promoveu tecnologias, nomeadamente no tipo de energia utilizado, no passado demasiado cara para ser estudada e implementada e hoje já não: em vez do petróleo a electricidade. Eis a solução defendida pelos mandantes, desde os autarcas aos governos.

Os carros movidos a electricidade tiveram nos últimos tempos um desenvolvimento espectacular e são hoje, pelo seu ainda elevado preço, um símbolo de importância social. Em torno dele desenvolvem-se problemas muito particulares mas ainda não resolvidos: autonomia, rede de abastecimento ( imagine-se o que seria para o comum dos automobilistas estar limitado a uma viagem, da ordem de 300 km e, no final, não ter ou ser difícil atestar o depósito do seu carro).

É a solução? Não.

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A solução reside em bons transportes públicos e na minimização da utilização do automóvel que, no curto prazo, não perderá o seu carimbo no estatuto social.

Interesses há muitos e muito poderosos: a utilização do “meu automóvel” continuará mesmo que ela esteja a matar a cidade e está.

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As europeias de 2018

Quarta-feira, 29.05.19

Obtiveram-se os resultados das eleições europeias e neles o que é mais impressionante e que deveria ser motivo de reflexão, é o nível da abstenção. Quase 70%. Só votaram (incluindo votos brancos e nulos) cerca de 30% dos portugueses (a 3ª maior abstenção nas eleições europeias deste ano).

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Os crânios políticos cá do sítio adiantaram logo explicações: que as campanhas de hoje não podem ser organizadas como o eram há meia dúzia de anos (quais arruadas quais quê), que não foram utilizadas como deveriam ser as “redes sociais”, que os discursos de campanha ignoraram os problemas da Europa e estiveram centrados na política nacional, que se usou e abusou do ataque partidário e pessoal. Enfim, que isto e que aquilo.                   

Mas e se fosse o caso do cidadão de cá não só encolher os ombros à Europa mas também não se tivesse esquecido da penosa, exagerada e não estudada austeridade que ela lançou sobre os pobres países do Sul? E se o potencial votante se tenha interrogado sobre o dispensável papel do deputado europeu, nomeado pelo partido como recompensa da sua lealdade. Ganhando, assim, para além de um fátuo prestígio, mais uns “dinheiritos” (20.000 euros por mês mais ajudas de custo, mais reformas, mais eteceteretal). Ou, então, ser nomeado como degrau no escadote da ascensão política do seu chefe para um alto cargo na Comissão Europeia?

Foram “dispensados” competentes e dedicados deputados como Ana Gomes e Francisco Assis. “Fora com eles porque não são dos nossos”?

Sara Cerdas (ex-campeã nacional e natação) e José Marques (especialista de renome em infraestruturas) têm perfil para as funções? Julgo, claramente, que não.

E qual o próximo futuro de António Costa?

Na política nacional? Na próxima legislatura, talvez. Depois, por cá só o lugar de Presidente da República o que me parece, dado o seu perfil político, não o interessar. Então onde? Na Comissão Europeia.

Não? Veremos.

O nosso mundo político está cheio de surpresas e a súbita simpatia entre o socialista Costa e o liberal Macron suscita interrogações.

Mas o discurso dos analistas não ficou por aqui.

Referiu-se e repetiu-se o perigo que é para a democracia a invasão da extrema direita pela Europa dentro, qual Átila dos tempos de hoje. Na Hungria? Na Polónia? Na Áustria, berço do hitlerismo? Talvez. Mas em Portugal? Valha-me Deus!

Não, nenhuma daquelas causas justifica o total falhanço das eleições europeias em Portugal.

Os portugueses estão-se nas tintas para a Europa e, acompanhados pela sabedoria popular, estão muitíssimo mais preocupados com a época de incêndios que se aproxima, com a degradação do Serviço Nacional de Saúde, com as reformas e os subsídios, com o ensino e, a outro nível muito mais preocupante, com a corrupção, a morosidade da justiça, a injustiça tributária, a falta de educação (atenção: entre “instrução” e “educação” há uma diferença abismal), a incompetência dos governantes e de outros agentes do Estado, o nepotismo (que hoje se designa por “a praga das famílias na política”).

Enfim, o que este povo sofre com as incompetências e as ladroagens dos tempos de hoje! Povo que brava e dificilmente chegou à Índia, com meios e condições técnicas rudimentares longe das sofisticadas e avançadas técnicas do homem no século XX que com elas aterrou, com muito menos perigos e incertezas, na Lua e hoje explora o espaço a milhões de anos-luz.

A quem se deve a fenomenal viagem de circum-navegação do século XVI? Ás qualidades de chefia e aos conhecimentos únicos geográficos e marítimos de Fernão de Magalhães. Naqueles tempos mandavam os competentes, os homens-grande, não ignorando as enormes diferenças sociais e políticas entre o ontem e o hoje.

Passados 500 anos surgiram como cogumelos homens pequeninos que mandam. Pomposos com os seus galões, facciosos nas suas opções políticas e, claro, intelectualmente pequeninos.

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publicado por alea às 15:45

Isto não é um país é um sítio.

Terça-feira, 21.05.19

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Muito se tem falado e escrito sobre a atitude do Sr. José Berardo (Joe) na Comissão Parlamentar de Inquérito da Assembleia da República sobre a questão das suas dívidas à banca, nomeadamente à Caixa Geral de Depósitos.

Mas quem é Joe?

É madeirense, nasceu no Funchal em 1944 de família humilde.

Teve que emigrar muito novo para a África do Sul, em Joanesburgo. Aí começou uma carreira a qual, graças à sua ambição e trabalho, o conduziu a negócios financeiramente relevantes nos mais diversos domínios.

Ganhou muito dinheiro.

Agraciado, em 1985, com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique (a categoria mais baixa da Ordem) pelo Presidente Ramalho Eanes, recebeu em 2004 do Presidente Jorge Sampaio a Grã Cruz dessa mesma Ordem (a categoria mais elevada). É, ainda, Cavaleiro da Ordem Nacional da Legião de Honra, a condecoração mais importante da República Francesa instituída por Napoleão Bonaparte.

Condecorações não lhe faltam mas à banca faltam 1.000 (mil) milhões de euros que ele deve à CGD, ao BCP e ao Novo Banco.

Para a banca, ele era, segundo a afirmação de um dos seus gestores responsáveis “um cliente especial à margem das regras”.

Mas, o que deveria incomodar mais o cidadão e suscitar o interesse dos jornalistas não é ele ser um palhaço, é haver uma cambada de outros devedores a quem a Justiça nada ou muito pouco faz.

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Por exemplo:

Zeinaldo Bava (condecorado com a Ordem do Comércio Comercial), Armando Vara (preso com a Ordem do Infante), Camilo Mortágua (assaltante de bancos e Oficial da Ordem da Liberdade), Nuno Vasconcelos (gestor de sociedades falidas e com uma dívida de 23 milhões de euros ao BCP), Paulo Portas (tendo às costas o muito duvidoso negócio dos submarinos), Oliveira e Costa (banqueiro preso que levou à ruína o BCP), João Rendeiro (banqueiro livre que esteve na base da falência do BPP), Manuel Fino (empresário devedor de 20 milhões de euros ao BCP), Dias Loureiro (espertalhão “desaparecido em combate” pelo muito que sabe), Henrique Granadeiro (cúmplice de José Pinto de Sousa - também conhecido como engenheiro de inglês técnico e filósofo da escola socrática - na ruína da PT).

E nas ruinosas Parcerias Público Privadas?

Teixeira dos Santos (ex-ministro das Finanças), Mário Lino (ex-ministro das Obras Públicas), António Mendonça (idem), Paulo Campos (ex-Secretário de Estado das Obras Públicas) e...?

Repete-se, o que deveria revoltar o cidadão é esta maltosa estar, na sua enorme maioria, cá fora e um desgraçado com fome ser preso, julgado e castigado por roubar num supermercado um pacote de batatas fritas. Os responsáveis pela Justiça deveriam ter vergonha de como esta funciona em Portugal. "Shame on you!"

Como diria Almada Negreiros “Isto não é um País é um sítio, ainda por cima mal frequentado.”

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Marcelo o Presidente "Papa Léguas" foi à China!

Quarta-feira, 15.05.19

Visita de Estado à China porquê? De acordo com o próprio, a China não é um aliado nem comunga dos mesmos interesses de Portugal na política internacional. Apenas é um país amigo, disse ele.

A China está a desenvolver uma estratégia própria, de poder económico, militar político. Quer voltar a ser potência imperial.

Xi-Jing Ping, o seu líder máximo, é o sucessor ideológico de Mao Tse Tung e os seus ideais são, confessadamente, antidemocráticos e antiocidentais. Em Portugal promoveu a compra de várias grandes empresas. Nas finanças, na energia, por exemplo.

O seu pai era amigo íntimo de Mao e, durante a Revolução Cultural, foi expulso do partido acusado de corrupção . O seu filho Xi foi exilado para o campo e o seu comportamento valeu-lhe o lugar que hoje ocupa. Não quiz vingar as malvadezas que fizeram ao pai, quiz demonstrar no dia-a-dia que era um leal seguidor de Mao e um obediente militante do Partido. Assim, chegou onde chegou.

A China é um enorme perigo para o Ocidente e nós, com Marcelo à frente, ignoramos essa realidade e e ele efectua incompreensíveis visitas de estado. Simples turismo com a desculpa de ir reforçar o interesse nacional. Ora, ora, pois, pois. 

Não resisto em republicar o meu blog de 2016. Aqui vai ele:

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" Muito recentemente uma figura do poder afirmou que o Presidente Marcelo não era nenhum Papa do Governo. Também eu acho que não e, por isso, o título deste meu escrito nada tem a ver com dominância política ou religiosa mas sim com apetite.

A acção do Presidente Marcelo, mantendo a característica de simpatia, ambição e populismo, está a revelar outra faceta.

Marcelo quer beijar mais do que o Paulinho e alarga o leque muito para além das feiras. Marcelo quer visitar e apertar a mão a figuras que marcaram e marcam a História contemporânea.

Se Mandela fosse vivo ele já teria ido à África do Sul e não entendo porque não vai à Índia abraçar o Dalai Lama que para lá teve de fugir quando da incorporação forçada do Tibete na R.P.da China. Seria um verdadeiro acto de defesa da liberdade e de apoio à democracia, contrariamente ao que se passou na sua visita a Cuba. Mas os interesses económicos parecem não o permitir.

A este ritmo vai bater Mário Soares em milhas, quilómetros, léguas ou voltas ao Mundo.

Quem paga este gosto? Marcelo sabe que não ficou esquecida a sua ida ao Euro em avião do estado, viagem que se apressou a pagar. Assim, será, mais uma vez, o contribuinte a pagar em nome dos superiores interesses da nação portuguesa. Interesses quais? Políticos? Económicos? Nada o permite afirmar, nem a História, nem a situação de Portugal no mundo actual.

As personagens visitadas e a visitar estão quase todas no ocaso da vida política, como é o caso do Papa Francisco, de Fidel de Castro e da raínha Isabel II e julgo que talvez por isso Marcelo tenha pressa, embora a pressa seja uma caracteística muito sua.

O caso do rei Mohamed VI de Marrocos foi para mim uma enorme surpresa nos domínios da História e da religião. O reinado deste descendente do profeta vai durar provavelmente muito tempo, como o do seu pai o rei Hassan (que Mário Soares também condecorou, o que só adensa o mistério da reincidência de Marcelo).

O que se passa em Marrocos nada tem a ver, bem pelo contrário, com liberdade ou democracia. Eliminadas estas duas hipóteses, o que levou o Presidente de Portugal a condecorar o rei de Marrocos com o Grande Colar da Ordem de Santiago da Espada? Ao peito de Mohamed ficou uma Cruz no lugar do Crescente!

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Afinidades históricas existem muitíssimas mas todas elas com o oficial carimbo da guerra e da permanente hostilidade “(...) Marrocos, série de praças fortes, escola de soldados, fonte de permanentes conflitos, esteril em proveitos (...)”. As conquistas são particularmente violentas com terríveis massacres da população. Ceuta, Alcácer Ceguer, Arzila, Tanger, Stª. Cruz do Cabo Guer (perdida em 1541 com a chacina dos portugueses), Safim, Azamor, Mazagão...Portugal ocupou militarmente Marrocos durante 354 anos, desde 1415 até 1769. A presença portuguesa nunca foi aceite, a guerra foi constante desde a conquista de Ceuta em 1415 até à saída de Mazagão em 1769, passando pelo desastre de Alcácer Quibir em 1580.

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Condecorar o representante máximo de um país que foi um dos maiores inimigos de Portugal é acto estranho que necessitaria, eventualmente, de uma pequena explicação. Condecorar um descendente do Profeta com uma cruz é quase insultuoso para ele e para a comunidade religiosa de que faz parte, ultrapassando neste domínio uma mera prenda de presunto pata negra.

Marcelo caiu de uma cadeira? Não.

Para quem o conhece, alia a inteligência à vaidade, a seriedade cultural ao discursivo jogo de cintura.

Marcelo que disse considerar-se um homem sensato, nunca o foi, ontem como candidato à C.M de Lisboa mergulhando no Tejo e, hoje, como máximo representante da diplomacia portuguesa.

Mohamed de Marrocos? Fidel de Castro? Meu Deus que mais irá acontecer e quantas mais léguas vai ele papar para satisfação da sua vaidade? "

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publicado por alea às 12:22

Calou-se !

Domingo, 12.05.19

Se, na presidência de Marcelo, há processo mais invulgar do que este, vou ali e já volto.

Calou-se. Calou-se como nunca o tinha feito.

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Quais comentários qual quê.

O assunto (dos professores) era difícil e muito delicado  e o homem não tendo qualquer alternativa da qual ressaltasse a imagem de homem super sabedor e sensato, calou-se. Ou melhor, decidiu ficar calado e atirar a bola para canto.

Mudo e quedo até hoje.

Como interpretar esta invulgar atitude por parte de quem adora “selfies”, beijocas e interferências dos mais variados tipos na esfera governamental e parlamentar?

Francamente sei: ele não é nenhum parvo e acima de tudo pensa em si e na sua imagem.

Quando as águas passarem (o que é diferente de “acalmarem”, porque mais calmas do que estão não o estarão) ele eventualmente poderá dizer num longínquo futuro: “como disse”…

Como é que esta personagem, presidente da República Portuguesa , tem, ou parece ter, o “amor” do votante de todos os quadrantes? Ele é, sem qualquer dúvida e na minha opinião, um enorme “engano”. Que engane votantes não me incomoda porque estes reagem com as entrevistas televisivas, com os artigos de opinião, com os cartazes (que no caso presente ainda não existem porque ele aguarda um sinal de lá de cima ou, de cá debaixo, de um “check-up” à sua saúde: estará bem, “aguentará” com a sua provecta idade e em todos os domínios? Circulatório, cardíaco, cerebral, etc?).

Espero que sim porque não lhe desejo mal.

Ele é apenas é o que é: inteligente, culto, vaidoso, mas mais nada.

Um desgosto para ele quando disso tiver consciência e uma desilusão para os votantes quando disso se aperceberem.

Acreditem em mim que o conheço muito bem.

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publicado por alea às 16:07

O umbigo do mundo.

Sexta-feira, 12.04.19

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Acham eles. Com uma certa razão.

Potência imperial (como Portugal, tenhamos orgulho nisso! Em África e  na Ásia criámos, como nenhum outro país, um Império cujas pegadas ainda perduram passados mais de 500 anos, por exemplo na Malásia).

Reino Unido potência imperial, nomeadamente, com a Índia, a Austrália e o Canadá como seus “descendentes”. Detentora na EU, juntamente com a França, da arma nuclear, dona da língua que é hoje o que o latim era na idade média e o francês no século XIX e a única nação europeia não continental. Mas com uma insularidade que desejam preservar. Porque não, desde que não seja à custa de nós continentais e aí é que a porca torce o rabo.

Faz dó assistir aos debates do parlamento britânico sobre o Brexit.

O que se vai seguir? Ninguém sabe, mas o que é claro é que uma saída não organizada da EU será péssimo para o Reino Unido (unido até quando?) e para uma Europa que atravessa uma das suas piores crises políticas.

Querem uma união aduaneira (pudera!) mas com a limitação da circulação de estrangeiros no seu território, o que se compreende pela impressionante invasão de Londres por naturais da África e da Ásia, só comparável com o que se passa em Marselha e em alguns bairros de Paris e de Bruxelas.

Assim surge a “alergia” britânica à imigração que marca o dia-a-dia no território inglês. Querem, dizem alguns dos seus responsáveis, limitá-la a mão de obra qualificada.

O acordo conseguido com a EU (que a UE pretendeu criar como vacina contra futuras pretensões a saídas) é, dizem os especialistas, muito mau e só assim se percebe uma sistemática rejeição pelos parlamentares britânicos de todos os partidos.

A questão de uma saída da EU sem fronteira física e sem acordo comercial com a Irlanda do Norte (que votou por uma permanência com mais de 60% de votos) é a quadratura do círculo. Uma solução para este problema não é clara e, muito menos, imediata passados que são dois anos de negociações. A não ser com uma união aduaneira com a UE.

O Reino Unido vai saír da UE, como cerca e 52% dos britânicos decidiram em referendo, mas a solução parece ser a de não saír! Um problema político sem solução ou com uma solução que será um mau negócio para uma das partes.

Um 2º referendo? Para ratificação de um acordo de saída? Porque não? Para “corrigir” o resultado do 1º referendo? Nunca, não se pode dar a volta à roleta de graça até saír o número em que se apostou.

O umbigo (que passou a simples a importante apêndice) está desnorteado e dividido e a Europa não precisava de mais esta doença.

A EU será o quê em Outubro, em Novembro? Ninguém sabe.

Cada vez “gosto” mais dos profissionais da política.

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publicado por alea às 15:23

Palermas

Segunda-feira, 08.04.19

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                                                                          (in Facebook)

Este país está cheio de governantes palermas. Cheio deles.

Mas “palerma” significa “estúpido”?

Fui ver e do que li gostei dos termos “panhonha”, “pateta”. Ou seja, quando se utiliza o adjectivo “palerma” (o que ocorre ao espírito com uma frequência assustadora) ao assistir a debates parlamentares ou a certas comissões de inquérito (como a do revisor oficial de contas da CGD que revelou ser simplesmente estúpido) não se quer dizer “estúpido”, embora possa ser uma designação aplicável de acordo com o que consta nalguns dicionários (*).

O país não sofre de governantes estúpidos mas “simplesmente” à frente dos nosso destinos estão, salvo honrosas excepções, “panhonhas” e “patetas”, podendo ser “inteligentes” ou “espertos” com estranhas, demasiado próximas e numerosas ligações familiares.

Os palermas são animais que passaram a ser endémicos neste país, como, por exemplo, é o caso dos pombos que no passado eram poucos e muito queridos e hoje são “endémicos”, uma praga.

Que saudades que eu tenho das joaninhas, dos pirilampos, dos grilos, das borboletas, dos burros!

Eram “endémicos” do meu tempo da juventude, embora os burros (“chicos espertos” como se dizia no meu tempo de tropa) ainda andem por aí mas com outras roupagens.

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(*) - “Palerma”: pessoa que é pouco inteligente, estúpido, idiota, imbecil, lerdo, papalvo, parvo, tolo, tonto, panhonha, pateta. Sinónimo Geral: panhonha, pateta.

 

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publicado por alea às 19:57

O Brexit e o Artigo 50.

Sábado, 30.03.19

A confusão reina no reino de Sua Magestade Britânica. A história “para lamentar” do Brexit deixou atónitos os seus espectadores.

A orgulhosa saudade do defunto império e do seu domínio mundial, a alergia a tudo o que seja continental, a recusa de aceitar o que lhe reduz um pingo de soberania (o que é compreensível) mas a simultânea exigência de beneficiar das vantagens comerciais (e outras) de uma integração na UE (o que não se pode aceitar), levou a um lamentável “divórcio” próprio de uma república das bananas.

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Depois de o 'Brexit' ter conquistado 51,9% dos votos no Referendo que teve uma taxa de participação de 72,2%, os eleitores britânicos decidiram que o Reino Unido sai da União Europeia.

O Tratado de Lisboa, assinado a 13 de dezembro 2007, prevê no seu Artigo 50, a possibilidade de qualquer Estado sair de forma voluntária e unilateral da União, negociando um acordo sobre o quadro das futuras relações desse Estado com a União.

O “fluxograma” do divórcio é o seguinte:

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O prazo previsto para a negociação de saída é de dois anos, a menos que o Conselho Europeu, com o acordo do Estado-membro em causa, decida, por unanimidade, prorrogar esse período.

No entanto, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, advertiu que será um processo moroso, estimando que poderia levar no total cerca de sete anos, já que tudo tem de ser revisto e renegociado, não apenas internamente, mas também na perspetiva dos acordos vigentes entre o Reino Unido e o resto do mundo, uma vez que todos os acordos comerciais internacionais (pelo menos 52) foram concluídos em nome da Europa.

(in DN de 24 Junho 2016)

 

 

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Piadas de mau gosto.

Quinta-feira, 14.03.19

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Acho piada ao Marcelo com as suas danças, beijocas, eteceteretal. Acho piada ao Costa com as suas traiçõeszecas, o seu malabarismo, o seu jeito para cataplanas gastronómicas e políticas. Acho graça a uma Cristina com voz própria de sirenes de alarme e risos histéricos. Acho graça a um ex-inspector da polícia judiciária presumível mandante de assaltos na zona de Cascais e em outras a sul do Tejo. Acho piada ao “escondido” património de Ricardo Salgado que, por incompetência e deshonestidade, enganou e arruinou milhares de cidadãos (não dorme, coitado). Acho piada à impossibilidade de afastar o Sr.Tomáz Correia da gestão do Montepio com a cumplicidade de um “milicioso” padreca presidente da AG. Acho piada a um incompetente Pedro Marques (ex-adjunto do incompetente ex-ministro Mário Lino), que defende um novo aeroporto no Montijo (que se revelará uma anormalidade e um êrro técnico e financeiro irreversível) e que teve um miserável mandato de governante, sendo, no entanto, o cabeça de lista do PS às eleições europeias. Acho piada que o lindo jardim de Belém, à frente do palácio presidencial, seja transformado num palco de greves de fome para chamar a atenção do PR, (foram os enfermeiros, agora são os agentes da PSP e amanhã?). Acho piada à importância avassaladora dada pelas estações televisivas ao futebol com catedráticos da bola e mestres do absolutamente nada. Acho piada que o dinheiro das dádivas populares de apoio à reconstrução do destruído pelos incêndios de Pedrógão Grande não tenha sido devidamente registado e que seja considerado desaparecido ou desviado para outros fins, com uma vergonhosa lavagem de mãos do governo.

Tudo piadas de muito mau gosto mas que, infelizmente, não passam de vergonhosas realidades.

O Brexit? Os mortíferos e invulgares acidentes aéreos da Boeing? A guerra sem fim na Síria? A situação política nos EUA? Os problemas na UE? A questão delicadíssima da presidência na Argélia? A corrupção que grassa em Portugal e que não poupa a política, os mais altos cargos empresariais, o sacrossanto futebol, a polícia e até a justiça. A verdadeira história da banca portuguesa (do BPN ao Montepio), com as enormes responsabilidades da acção da partidocracia portuguesa (de Sócrates a Costa), no seu escandaloso descalabro (que continua com um vergonhoso e cúmplice alheamento parlamentar)?

Tudo importantes e preocupantes questões mas para cujo conhecimento, para algumas, é necessário recorrer à informação de “lá de fora” onde quase tudo é debatido e transmitido regularmente e com naturalidade.

Somos Europa? Vou ali e já volto.

Tenho pena, muita pena, vergonha muita vergonha por quem governa, por quem rouba impunemente e com desfaçatez este desgraçado país, por quem imbecilmente promove a estupidez, a pinderiquice e a ignorância.

“Une merde”.

 

 

 

    

 

 

 

                                 

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publicado por alea às 15:55

Narcisismo político.

Sexta-feira, 01.02.19

São ambos narcisistas.

De acordo com as fábulas de La Fontaine, vão rebentar como rãs lisonjeadas ou vão deixar caír o queijo que têm trincado no bico.

“Maître corbeau sur son arbre perché havait dans son bec un fromage…”.

O queijo de um já caíu e o do outro, muito mais inteligente mas hipernarcisista como ele, irá, talvez e se Deus quiser (personagem que ele muito invoca), caír.

Mas caír a favor de quem? Não há ninguém nos horizontes de esquerda ou de direita que seja uma “ameaça presidencial”. Uma chatice eleitoral.

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Gostava muito que Marcelo Duarte Nuno levasse um valentíssimo pontapé no rabo, só que não há ninguém como alternativa! Ninguém o vê como ele realmente é. Só vêem as “selfies”, as beijocas. Só vêem o “presidente do povo” (como Sidónio, que o metia num chinelo académico, político, de coragem).

Índices estratosféricos de popularidade? Indiscutível, mas a “estratosfera”, lá muito em cima, não é a “atmosfera” daqui, a do dia-a-dia e do dia-a-dia que ele comenta.

Mete-se em tudo, tudo, mesmo onde não deve como maior magistrado da Nação.

Declarou que, eventualmente, não irá promulgar uma proposta de lei do governo sobre o Sistema Nacional de Saúde se esta não resultar de um acordo com os partidos da oposição. Será uma pressão sobre a AR?

Ele vai num TIR verificar as condições de trabalho dos motoristas que fazem as viagens Lisboa-Porto-Lisboa. A que propósito? Faz parte do poder executivo?

Ele tem a repentina vontade (vinda de Deus) de se recandidatar a um novo mandato se tiver saúde para isso, saúde divina e se não houver ninguém à sua altura para disputar o cargo. A que propósito Deus para além de uma assumida presunção?

A personagem acha que é o máximo, sendo apenas um muito bom (que, na minha opinião, não inspira confiança, o que poucos denunciam e muito poucos se apercebem).

As “selfies” e as beijocas são uma nebulosa e inteligente patranha.

O outro? O outro Sousa? O que se diz engenheiro?

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Uma besta, mas surgiu um outro juíz de seu nome Rosa que muito provavelmente vai eliminar, apagar, emails, conversas telefónicas, etc, enfim, um mundo de milhares e milhões de documentos acusatórios.

Resultado? Um “Uf, livrámo-nos desta” ou um “Que justiça é esta?" Ambas as reacções são expectáveis.

Mas este narcisista Sócrates nunca se livrará do labéu de “aldrabão corrupto.”

Nâo tenho pena dele, está riscado (por exclusiva culpa sua política e pessoal) dos contemporâneos homens de estado (mas há tantos passarões que por aí andam livres de suspeitas, como lindos passarinhos).

Também não tenho nenhuma pena do Marcelo Duarte Nuno porque tem o que o outro não tem, amigos/confrades poderosos, e porque ao seu narcisismo alia inteligência e objectivos políticos que não se compadecem com a vergonha.

Eles que o safem. Vão safá-lo.

Entre os dois, não tenho quaisquer dúvidas: o futuro safará Marcelo Duarte Nuno (que será reeleito mesmo que tenha declarado ainda como comentador televisivo ser contra dois mandatos sucessivos) e remeterá o Pinto de Sousa para o nada que ele é.

 

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publicado por alea às 16:43