Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Na nuvem do acaso

Quase nada de um pouco de tudo.


Sexta-feira, 16.10.15

Soltura

 
 

fera.jpg

Libertada a fera política.
Hoje, agora, o Sr. Pinto de Sousa (porque de engenheiro nada tem, de acordo com a sua prática profissional e as acreditações da Ordem dos Engenheiros) foi libertado, embora impedido de contactar outros arguidos no processo de que é o principal arguido e noutros (Grupo Lena, Vale de Lobo e CGD) e de saír do país sem autorização.
Esteve mais de 9 (nove) meses preso na cadeia de Évora (desde 25 de Novembro de 2014) e em prisão domiciliária desde o mês de Setembro do corrente ano.
Porquê? Por suspeição de fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e corrupção (atente-se à natureza dos crimes), cujos indícios, recolhidos nos autos, o Ministério Público considera, também hoje, que “se mostram consolidados”.
A “fera” foi Primeiro-Ministro de Portugal acompanhando na vergonha outras figuras europeias, suspeitas, por exemplo, de tráfego de influências e de corrupção.
O Sr. Pinto de Sousa, juntamente com o Sirisa, foi um veneno eleitoral para o PS, utilizado como arma pelo PáF nas eleições legislativas que tiveram ontem o seu fim com a os resultados de todos os círculos eleitorais.
O Sr. Pinto de Sousa pode ser uma “fera política” mas o seu curriculum é uma sequência de vergonhas profissionais.
Eventuais qualidades de liderança podem superar o comportamento ético? A História está cheia de interrogações desta natureza e, em geral, a resposta é não.
Veremos se o cidadão não terá que pagar mais uma factura.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por alea às 23:22

Segunda-feira, 04.02.13

Cinco Figuras da História

Sócrates, Alexandre, César, Jesus, Maomé

Sócrates era calvo,  feíssimo, barrigudo, de nariz achatado e narinas abertas, lábios espessos e olhos esbugalhados. Tinha o aspecto de imbecil anormal. A sua apresentação era sempre modesta, não só porque era pobre mas, sobretudo, porque era simples Socrates era corajoso e tinha uma invulgar paciência e um notável autodomínio. Conviva agradável e jovial, bebia muito mas sempre sem se embriagar. Não era colérico nem irritável. Ao darem-lhe um dia uma bofetada respondeu calmamente: “É muito aborrecido não saber quando é necessário pôr um capacete antes de sair”, ou quando o pontapearam: Mas então, se fosse um burro que me tivesse dado um pontapé eu processava-o?”.

Alexandre o Grande tinha o corpo de um atleta. A sua beleza era célebre O seu rosto, branco e rosado, tinha uma aparência de indolência. Os seus cabelos espessos e encaracolados eram de um louro dourado e descobriam uma testa larga e ligeiramente abaulada. Os seus olhos eram azuis e lançavam um estranho olhar devido ao facto do olho direito ser mais escuro do que o esquerdo. O nariz era direito e no prolongamento da testa. Tinha uma expressão severa, quase feroz. Contrariamente ao costume da época, muito em particular na classe militar, fazia a barba. Falava sempre muito depressa como se o tempo fosse precioso e tivesse muito para dizer. Tinha o hábito de manter inclinada a cabeça para o lado esquerdo. Bebia rápida e enormemente. Dormia excessivamente. Era pouco atraído pelas mulheres.

Excepcional cavaleiro, corredor e caminhante infatigável de passada insolitamente rápida. Aliava a uma grande força uma inacreditável resistência. Muito ardente, enérgico, perseverante e de uma obstinada tenacidade. Era valente até à total inconsciência. De uma megalomania arrogante, as suas qualidades de chefe eram incomparavelmente superiores à sua visão da táctica militar.

Tinha uma elevada opinião de si próprio, fanfarrão e incansável falador. Tinha uma forte tendência para a crítica e não tinha sentido de humor ou de ironia. Excepcionalmente dotado do sentimento divino, místico e muitíssimo supersticioso (a questão de se saber se era são de espírito foi frequentemente debatida pelos eruditos). De notórias insuficiências intelectuais, muito ignorante da geografia e da natureza humana, tinha, no entanto, um gosto natural pela literatura e pelo estudo. Lia muito.  

César era de estatura acima da média dos seus contemporâneos romanos. Precocemente calvo, tinha uma testa alta, um rosto pálido e ligeiramente alongado, olhos negros e penetrantes, nariz aquilino e um pouco grande, uma boca larga de lábios finos e de cantos ligeiramente descaídos. Embora de constituição delicada e de saúde frágil, tinha uma extraordinária forma física obtida por contínuo exercício e treino. O seu valor em combate era excepcional, valente até à temeridade. Iimplacável conquistador mas generoso para com os vencidos. Era adorado pelos “seus” soldados. De temperamento tranquilo e pensativo, de inteligência lúcida, penetrante e firme. Não castigava sob cólera. Era proverbial a sua rapidez na tomada de decisões, nunca cedendo à impulsividade.

Não era homosexual, falsidade muito insinuada pelos seus inimigos e que motivava a gargalhada das suas tropas. Pelo contrário, gostava muito de mulheres, sobretudo as dos outros.

Desprezava o dinheiro. Sofria do estômago, era sujeito a crises de epilepsia. 

Maomé era de estatura inferior à media e de fraca constituição. De cabeça grande, olhos negros, nariz direito, dentes afastados e barba espessa. De mãos e pés grossos e articulações imponentes. Era muito peludo e a sua pele era clara, rosada. O seu cabelo era negro e  comprido, o que lhe permitia enrrolá-lo em duas ou três dobras.Cobria-se de perfumes, tingia o cabelo e pintava os olhos.

A sua imagem constava inicialmente no escudo das suas tropas mas, posteriormente, foi proibida qualquer representação do seu rosto.

Era de temperamento sábio, embora impressionável, inquieto, nervoso e frequentemente colérico. Embora com particular sentido de humor, nunca

se ria em público, mantendo uma impassivel dignidade. Era vaidoso e imensamente orgulhoso. Sofria de epilepsia.

Sabe-se que Jesus gostava da discussão, de comer, da companhia das mulheres. Mas Jesus não tem rosto e nenhuma memória do seu aspecto ficou registada. Ninguém sabe se era alto ou baixo, moreno ou loiro, gordo ou magro, belo ou feio. Durante séculos, milhares de pintores deram dele inúmeras representações que nos dão a ilusão de o terem visto. O “ sudário “ de Turim deu uma  fascinante mas falsa imagem de Jesus. Revelado por uma fotografia de 1898, a sua datação pelo  carbono 14, feita a pedido do Vaticano, apenas confirmou o que já se sabia desde o final do século XIV por dois bispos de Troyes, região onde apareceu. Data do periodo de 1260-1390 e não dos anos 30 da nossa era.

    

                                                               

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por alea às 17:31


Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

Pesquisar no Blog  

calendário

Junho 2017

D S T Q Q S S
123
45678910
11121314151617
18192021222324
252627282930


Links

Blog

  • www.metralhada.blogspot.com