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Na nuvem do acaso

Quase nada de um pouco de tudo.



Sexta-feira, 04.12.15

Os mentirosos

 
 

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Hoje, ontem e anteontem é um conjunto de mentirosos que governa Portugal.
Desde um ex-Primeiro-Ministro preso, passando por ex-ministros arguidos até ex-governantes ou altas personalidades do Estado ou partidárias condenadas, presas ou em vias de o ser, há de tudo.
Uma vergonha comparável ao escândalo brasileiro do mensalão. Mas se lá há uma espécie de “impeachment” por cá fica tudo a assobiar para o lado. Nem vale a pena referir os submarinos ou as dúvidas muito mal esclarecidas das acções da SLN.
Não vale a pena, com mais ou menos trigo ou mandioca, é tudo farinha do mesmo saco para vergonha de quem a tenha.
Vem isto a propósito da última informação da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) na sua análise à execução orçamental do mês de Outubro entregue esta quinta-feira dia 2 aos deputados da Assembleia da República. Os dados revelam que em Novembro, o anterior Governo usou mais de metade da dotação provisional prevista para todo o ano. Ou seja a “almofada orçamental” foi à vida sacrificada pelas promessas eleitorais do PáF.
Vergonha.

Esta maltazinha tem o desplante de interrogar o actual governo, durante a discussão do seu programa eleitoral na Assembleia da República, sobre uma sua garantia do cumprimento do deficit de 2, 7% por eles fixado!
Infelizmente, existe cegueira do actual governo que deveria, pelo menos, comentar publicamente as conclusões do UTAO e alertar para as suas consequências no próximo orçamento.
Passos Coelho começou a sua acção governamental com promessas mentirosas.
Quem não se lembra da sua campanha eleitoral de 2011 em que era negada a intenção de corte nas pensões e nos vencimentos da função pública? Foi o que se viu: cortes em pensões e salários e o maior aumento de impostos na história recente da política portuguesa, de acordo com o insuspeito ex-ministro das finanças Victor Gaspar. Não se discute a necessidade, apenas a mentira.
E Passos Rabbit continuou na mentira na campanha eleitoral de 2015. Prometeu, na altura, a devolução de 35% da sobretaxa do IRS que hoje se revela ser de zero%, garantiu que a resolução do BPN não traria custos para o contribuinte, informou (ufano) sobre a existência de uma significativa almofada financeira (ainda existe?) que seria suficiente para alguns meses de dificuldades e por aí fora.
O que, paranoicamente ou não, o PáF tem é a preocupação de sublinhar que toda aquela mentira foi uma inevitável (!) consequência da irresponsabilidade do governo socrático que deixou o país à beira da banca rota. Graças a Deus, perdão, a eles segundo eles, tudo foi salvo pela “responsável” acção do governo da coligação PSD/CDS. Vê-se, não falta lata mas falta vergonha.
Portugal tem sofrido na última década de uma doença: a mentira governamental. A mentira.
Com Pinto de Sousa (vulgo Sócrates) era paranóica, com Rabbit e Paulinho é medida e planeada muito conscientemente.
O que é pior: um irresponsável que transfere o seu delírio para a esfera da governação ou um convicto da sua importância nacional e europeia e que mente sistematicamente na sua acção governativa, em particular em período eleitoral? São ambos maus, mas um é inimputável e o outro não.
O actual governo do PS deveria ter como prioridade uma auditoria à actuação do desgoverno de Pedro e Paulo, nomeadamente nos domínios das finanças, da economia e das privatizações (muito pouco transparentes). Não me admiraria se aparecesse muita porcaria por baixo do tapete.

Há heranças e heranças. Por exemplo, a de Salazar com toneladas de ouro e sectores primário e secundário da economia em boa forma e a de hoje com um Portugal de mão estendida à Europa e reduzido a um fraco sector terciário que sem o turismo seria nada.
Se, segundo proposta aberrante e constitucionalmente impossível, deveria haver novas eleições de modo a avaliar se os votos no PS se manteriam num cenário de eventual apoio parlamentar do PCP e do BE a uma sua alternativa de governo, seria de inteira coerência idêntica proposta que comprovasse que os votos no PáF se manteriam caso fossem conhecidas as mentiras eleitorais que hoje a UTAO revela.

 

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por alea às 19:29



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