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Na nuvem do acaso

Quase nada de um pouco de tudo.



Quinta-feira, 24.07.14

D. Pedro I e D. Inês de Castro

 
 

D. Pedro (ruivo e gago) foi como rei (penúltimo da dinastia de Borgonha) bom administrador, corajoso nas suas relações com o Papa, conflituoso com o clero, amado pelo povo (com quem gostava de festejar, cantando e dançando com ele), temido pela nobreza, justo mas cruel na aplicação da justiça (mais algoz do que juiz). Os seus dez anos de reinado foram marcados pela prosperidade financeira e pela ausência de guerras.

“…que taes dez annos nunca houve em Portugal como estes que reinava el rei Dom Pedro…”.

Inês de Castro era neta de Fernando Henriques de Castro casado com Violante Sanches filha bastarda de D. Sancho IV rei de Leão e Castela e era, portanto, bisneta de Sancho IV rei de Leão e Castela.

Da sua ligação com D. Pedro I de Portugal teve quatro filhos:

Afonso (morto muito novo), Beatriz, D. João, duque de Valência de Campos e pretendente ao trono durante a crise de 1383-1385 e D. Diniz, senhor de Cifuentes e igualmente pretendente ao trono de Portugal.

Em Junho de 1360, três anos depois de ser proclamado rei, Pedro legitimou, por juramento prestado na igreja de Cantanhede, os filhos tidos com Inês, declarando ter-se casado secretamente com ela em 1354 por cerimónia religiosa celebrada por D. Gil futuro bispo de Bragança (Declaração de Cantanhede).

A filha D. Beatriz, condessa de Albuquerque, casou com o irmão de Henrique II rei de Leão e Castela.

O filho mais velho D. João gozava do favor do seu meio-irmão o rei D. Fernando I e de grande popularidade junto do povo e da alta nobreza. Casou com Maria Teles, irmã da rainha Leonor de Teles, a qual assassinou tendo que fugir para Castela. Aqui, defendeu os seus direitos à coroa portuguesa através do Partido Legitimista-Nacionalista. Perdeu em cortes a favor do futuro D. João I (Partido Nacionalista). Morreu em 1387 em Salamanca.

O filho mais novo D. Diniz, foi banido da corte por se ter recusado a beijar a mão à sua cunhada a rainha Leonor de Teles tendo entrado ao serviço de Castela. Mais tarde, o rei D. João I encarregou-o de uma missão em Inglaterra a qual se transformou numa estadia forçada. Conseguiu fugir e chegado a Castela, após uma estadia em Navarra, casou com Joana Henriques filha bastarda de Henrique II da qual teve dois filhos. Após a morte do rei D. João I de Castela é aclamado rei de Portugal com o apoio de nobres portugueses exilados e com o beneplácito da sua sobrinha D. Beatriz que nele renuncia aos seus direitos ao trono de Portugal. Invade a Beira, é derrotado e retorna a Castela. O seu corpo encontra-se sepultado em Cáceres no Mosteiro de N.S.ª da Guadalupe.

Analisem-se as seguintes árvores genealógicas das casa de Leão e Castela e de Portugal:

 

Os casamentos consanguíneos são a regra, “sangue novo” não há. Foi necessária a proclamação de D. João I como rei para que tal anomalia parasse. Com o seu casamento com Filipa de Lencastre tudo mudou, as aberrações (de que D. Pedro é exemplo) pararam, infelizmente por pouco tempo, dando origem à “ínclita geração”. Depois, resultou um D. Sebastião do lado de Portugal e um D. Carlos do lado de Espanha…

PS: Nas cortes de Coimbra (1385 ) defrontaram-se três Partidos: O Legitimista que apoiava D. Beatriz, filha de D. Fernando I, o Legitimista-Nacionalista, que apoiava D. João filho de Inês de Castro e o Nacionalista que apoiava D. João I, outro bastardo de D. Pedro I e de D. Teresa Lourenço a qual, dizem, integrava o séquito de Inês de Castro..

 
 
 
 

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por alea às 23:36

Terça-feira, 15.07.14

Os descendentes de D.João VI e D. Duarte Pio

D.Duarte Pio é considerado o legítimo pretendente ao trono de Portugal. Mas, será assim? Ele é descendente de D. Miguel I e os reis que seguiram este eram descendentres de seu irmão D. Pedro IV:

 Pelo “Pacto de Dover”, de 30 de Janeiro de 1912, realizou-se um acordo entre o Rei D. Manuel II e o seu primo (em 4º grau) D. Miguel de Bragança (filho do rei D. Miguel, jurado rei em cortes e que rei foi até ao seu banimento em resultado da sua derrota na guerra civil com os partidários da sua sobrinha D. Maria) pelo qual este último reconhecia D. Manuel II como legítimo rei de Portugal.

 Em contrapartida, o monarca português garantia que, no caso de falecer sem descendentes válidos para lhe sucederem nos seus direitos, a sucessão na chefia da Casa de Bragança e da casa real portuguesa passaria para o filho de D. Miguel de Bragança, D. Duarte Nuno (pai do actual pretendente D. Duarte Pio).

 

Sem aquele nalegado pacto, o legítimo pretendente ao trono de um Portugal monárquico seria, julgo, Miguel neto do rei Carol I da Roménia e considerado em 1955 pelos tribunais portugueses como filho legítimo de Carol II e, portanto, legítimo sucessor de D. Maria Antónia, filha de D. Maria II e neta de D. Pedro IV.

“Os restos mortais do rei Carol II da Roménia deixam hoje o Panteão da Casa de Bragança, em Lisboa, meio século depois da fuga do monarca para Portugal onde acabou por morrer. A trasladação dos restos mortais do rei (…) sepultados no Mosteiro de S. Vicente de Fora, decorreu durante a manhã com uma cerimónia religiosa ortodoxa.

Apesar de ter sido uma das figuras mais polémicas de sempre na Roménia, devido à sua acção política e a uma vida pessoal conturbada por três casamentos, Carol II foi admirado em Portugal, acabando por morrer no Estoril em 1953, aos 59 anos. A cerimónia de encomendação reunirá os descendentes do primeiro casamento do rei Carol II (...) e os do segundo matrimónio, desde sempre considerados os sucessores de direito.
(…) Das segundas núpcias do rei Carol II, com a princesa Helena da Grécia, em 1921, nasceu o filho Miguel, (...) que, apesar da fria relação que manteve com o pai, aceitou a trasladação dos restos mortais, mas não vai comparecer na cerimónia. (…)”.
(Público de 13/02/2003).

 

Tudo terá sido sucessoriamente indiscutível? Os monárquicos que respondam.

 

 

 

 

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por alea às 18:20

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